A década de 60 foi um período conturbado para a sociedade global. A Guerra Fria acelerou a competição científica e cultural entre o bloco Socialistas e as Democracias Liberais, o que provavelmente criou o ambiente propício para que dois estudiosos americanos separados por 2.500 km de distância desenvolvessem teorias que iriam marcar o futuro dos respectivos campos de atuação.
Everett M. “Ev” Rogers um eminente teórico da comunicação e sociólogo americano da Ohio State University, originou a Lei da Difusão da Inovação no seu livro homônimo, lançado em 1962. Enquanto era professor assistente de sociologia rural, Rogers propôs que os adotantes de qualquer inovação ou ideia podem ser categorizados como Inovadores (2,5%), Primeiros Adeptos (13,5%), O Abismo, Maioria Inicial (34%), Maioria Tardia (34%) e Retardatários (16%), estudo o qual foi desenvolvido com base na função matemática conhecida como Curva de Bell.
Enquanto isso, Gordon Earle Moore foi um químico estadunidense com um Ph.D. em química e física pela Caltech – Instituto de Tecnologia da Califórnia em 1954 e cofundador da Intel Corporation em 1968. Constatou que a cada 18 meses a capacidade de processamento dos computadores aumentaria 100%, ou seja, dobraram, enquanto os custos permaneceram os mesmos. Desta forma, dali a um ano e meio seria possível comprar um chip com o dobro da capacidade de processamento pelo mesmo preço que pagariam anteriormente.
A Lei de Moore como ficou conhecida posteriormente foi publicada na revista Eletronic Magazine de 19 de abril de 1965 e manteve-se correta pelas 5 décadas seguintes, onde foi revisada e analisada por diversos estudiosos que adicionaram novos paradigmas.
Como Ray Kurzweil, em seu ensaio “A Teoria das Mudanças Aceleradas” de 2001, estende a Lei de Moore para descrever um crescimento exponencial também para tecnologias baseadas na informação, conhecida como Lei dos Retornos Acelerados.
Já em 2016, Peter Diamandis desenvolve em seu livro Bold o próximo passo desta análise futurista, com base na Lei de Moore e a Lei dos Retornos Acelerados ele traz o modelo chamado 6D’s Exponenciais, que divide a curva em seis etapas principais: Digitalização, Decepção, Disrupção, Desmonetização, Desmaterialização e Democratização.
Eu conhecendo tais leis e observando as influências da evolução tecnológica na sociedade na última década, enxergo com grande entusiasmo a possibilidade que o estudo teórico destas Leis forneça base para um entendimento mais próximo da realidade do caminho da adoção de novas tecnologias na sociedade moderna. Já que a enorme desigualdade social em países subdesenvolvidos coloca os ciclos dos estudos sobre a Curva de Rogers, Lei de Moore, Lei dos Retornos Acelerados e os 6D’s Exponenciais em xeque-mate, já que porções da população aderem em ritmos diferentes conforme o seu acesso social e financeiro a tais.
Trecho de texto pessoal objeto de um estudo / ENSINO Egoísta!
